Halitose: você sofre desse mal?

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Se tem algo que abala a confiança das pessoas é o mau hálito. Mascar chiclete não adianta, pois apenas disfarça o odor momentaneamente. Como a halitose costuma ser multifatorial, é preciso investigar suas causas a fundo, para eliminá-las de vez.

O mau hálito, ou halitose é um sintoma (e não uma doença) que indica que algo não vai bem!   Ao contrário do que se acredita, apenas 5 a 10% das halitoses tem causa não bucal.  Portanto, o dentista é o profissional mais adequado para identificar, resolver ou encaminhar a solução desse problema.

 

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Neste artigo, saiba o que a alteração do hálito pode indicar, conheça os riscos de negligenciá-la e veja medidas para resolver o problema e recuperar a autoconfiança!

 

Como identificar o problema?

Você gostaria de ser avisado caso estivesse com mau hálito? Dependendo do nível de intimidade do “confidente”, vá lá. Porém, não deixa de ser algo desagradável, principalmente se o “confidente” não for uma pessoa íntima.

A situação é tão delicada que já foi tema de estudo. A pesquisa O mau hálito e a qualidade de vida, promovida pela Associação Brasileira de Halitose (ABHA), à época chamada Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), verificou que pessoas com o hálito alterado preferem ser alertadas, mesmo porque se sabe que quem tem de fato mau hálito não percebe, enquanto que pessoas que acreditam que sofrem desse mal, não o tem!  Por isso, se alguém o(a) alerta que está com mau hálito, escute, aceite e vá atrás de uma solução profissional.

Se você não tem um “confidente”, existe hoje no mercado o Breathalert, que pode ser adquirido por um valor módico, em torno de R$ 250, que permite que você se autodiagnostique, numa escala de 0 a 4.

Mas, além do diagnóstico, é necessário conhecer as causas particulares de cada caso e tratá-las, afinal, onde há fumaça, há fogo

Como a halitose afeta a saúde física e mental?

A halitose impacta muito na qualidade de vida. Pessoas ouvidas pela pesquisa citada acima relataram mudanças de atitude nos âmbitos social, afetivo e profissional. Retração, insegurança, baixa autoestima, comportamento antissocial, dificuldade para estabelecer relações afetivas (inclusive, com os filhos), tristeza, neurose e até depressão estão entre as consequências mencionadas.

Vale ressaltar ainda que, segundo a ABHA, 30% da população brasileira têm halitose. Ou seja, o problema é comum. A boa notícia é que, identificadas as causas e tomadas as devidas providências, o odor pode ser eliminado.

Quais são as causas principais?

A halitose é um problema multifatorial. Não é uma doença, é um sintoma que indica que algo não vai bem. De acordo com a ABHA, existem cerca de 60 causas possíveis. Por isso, é preciso um diagnóstico multidisciplinar capaz de encontrar a origem do desequilíbrio antes que este piore e cause outros males. O mau odor sinaliza um desequilíbrio fisiológico. Por isso, um dentista biológico frente a um paciente com queixa principal de halitose, faz uma anamnese (questionário) abrangente de saúde para entender o status de saúde geral do seu paciente, pede exames bioquímicos se necessário, conversa e trabalha com o médico parceiro para poder encaminhar a cura da causa do mal, quando a causa não é bucal.

Dentro do âmbito odontológico, o mau hálito pode ser decorrente de fatores locais como uma baixa salivação (xerostomia), causada por um mau funcionamento das glândulas salivares.  As causas mais comuns de um baixo fluxo salivar são:

  • Estresse contínuo;
  • Respiração bucal (obstrução nasal constante por rinite, adenoides hipertrofiadas ou desvio de septo);
  • Efeito colateral indesejado de determinados medicamentos (antidepressivos, anti-psicóticos, sedativos, anti-histamínicos, anti-hipertensivos, antiespasmódicos, medicamentos anti-Parkinson);
  • Fumo e alcoolismo;
  • Ingesta de excesso de bebidas cafeinadas (café, chimarrão, chá preto ou mate, refrigerantes cafeinados);
  • Doença de Sjögren (autoimune);
  • Terapia anti-câncer ou radioterapia da região de cabeça e pescoço

Sempre que há baixa salivação o processo de autolimpeza da boca e garganta não ocorre de forma adequada. Pode decorrer daí o acúmulo da saburra (placa bacteriana lingual) e resíduos sobre a língua, cuja fermentação, caso não sejam removidos de forma adequada, pode gerar uma halitose considerável por gases contendo enxofre, além de se constituir num reservatório de bactérias que podem causar outras doenças.

Outras causas comuns de halitose de origem bucal são:

  • A doença periodontal (gengival), que se anuncia para o paciente como um sangramento gengival às vezes inocente; é causada por bactérias que se infiltram entre gengivas e dentes e que destroem tecido gengival, cuja decomposição confere o hálito desagradável. Pessoas com respiração bucal, estressadas ou com baixa salivação são mais suscetíveis. Essa doença, se não diagnosticada em tempo, leva à perda dos dentes.
  • Cáries extensas com necrose do nervo podem reter resíduos alimentares de odor desagradável; abcessos não tratados e gengivite pode também contribuir para a halitose.
  • Amígdalas grandes, sempre inflamadas, podem denotar baixa imunidade e inflamação tecidual. Com a baixa salivação, forma-se muita saburra lingual e muitas vezes os cáseos amigdalianos (bolinhas brancas que podem aparecer na boca e que são colônias de bactérias que se formam nas dobras dessas amígdalas inchadas), que têm um cheiro muito desagradável.

 

As outras causas de halitose menos comuns, responsáveis por 5 a 10% das halitoses avaliadas, são:

  • Jejuns prolongados que formam corpos cetônicos, oriundos da decomposição de gorduras do nosso corpo. Esses corpos cetônicos são voláteis e, uma vez na nossa corrente sanguínea, são exalados através da boca.
  • Diabete, que faz o paciente também exalar os mesmos corpos cetônicos.
  • Eructação gástrica, ou o arroto, e refluxo gastresofágico, quando há uma deficiência no funcionamento da válvula que separa o esôfago do estômago.
  • Obstrução intestinal associada a causas sistêmicas, como neoplasias ou prisão de ventre
  • Doença pulmonar, renal ou hepática.

Como acabar com esse mal?

Um dentista biológico afinado com os 4 pilares básicos da saúde geral (alimentação e sono qualificados, exercício físico de preferência ao ar livre, motivação pessoal para a vida, com baixo estresse) é o profissional mais indicado para iniciar a pesquisa da halitose e trata-la, uma vez que as manifestações são principalmente bucais (90 a 95%). Pesquisa hábitos do paciente, alimentação, sua salivação, respiração e estilo de vida.

Um dentista biológico promove a higiene bucal ampla, erradicação da doença periodontal, focos infecciosos na boca e pesquisa com seu time terapêutico (fonoaudiólogos, médicos funcionais, otorrinolaringologistas, gastroenterologistas, nutricionistas) eventuais intolerâncias alimentares e problemas sistêmicos para fazer junto com esse time multidisciplinar um diagnóstico/tratamento certeiro e livrar seu paciente desse estigma que é a halitose.

Na Aqua Vitae, o trabalho da Odontologia biológica junto com a Homeopatia melhora não só a condição bucal física, mas a auto percepção do paciente em relação à sua vida com melhora do estresse. Agende uma consulta com a dentista biológica Dra. Elisa Baumgarten pelo WhatsApp ou e-mail.

Escrito por:
Dra. Elisa Baumgarten
CRO/SC 8.724

Dra. Elisa Baumgarten é formada em bioquímica e odontologia, pela USP, mestre em Bioquímica, pela Universidade de Cambridge, e especialista em Homeopatia. O motor da sua prática sempre foi a Consciência Bucal: ensinar seu paciente  a ter saúde e entender o que ocorre em sua boca para saber administrá-la de forma inteligente, sem dogmas. Saiba mais sobre a Dra. Elisa.